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9/2009 
CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLÉIA GERAL por carlos
postado terça-feira, 15 de setembro de 2009 às 08:44h

Aviso aos Sócios da Conquiliologistas do Brasil,

Convocamos todos os sócios da Conquiliologistas do Brasil para a Assembléia Geral que acontecerá no dia 03 de Outubro de 2009 para eleição da nova diretoria de acordo com o artigo 21º. do estatuto da entidade. Serão eleitos os seguintes cargos: PRESIDENTE, VICE - PRESIDENTE, SECRETáRIO e TESOUREIRO.
A reunião terá início às 14:30 horas do dia 03 de outubro de 2009.

Carlos Henckes - Presidente

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VIDEO MOLUSCOS por carlos
postado segunda-feira, 27 de julho de 2009 às 08:30h

Assistam ao video sobre moluscos vivos do site Canal Azul enviado por nosso amigo Marcio.

http://canalazultv.ig.com.br/portal/videos.asp?Pages=1&id_Sec=5&id_Sub=7&id_Con=513

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CARTA ABERTA À SOCIEDADE BRASILEIRA por carlos
postado segunda-feira, 8 de junho de 2009 às 11:17h

No dia 20 de maio de 2009, 78 pesquisadores brasileiros representando 14 sociedades científicas, 22 programas de pós-graduação em Zoologia e Botânica e 31 revistas nacionais de Zoologia e Botânica do país manifestaram, através de carta ao Presidente da CAPES, sua preocupação quanto aos novos critérios tomados pela agência para avaliar a qualidade da produção científica nacional em Zoologia e Botânica. O sistema QUALIS, implementado por esta instituição de fomento, tem por objetivo ranquear as revistas brasileiras e internacionais responsáveis pela divulgação do conhecimento científico original, servindo assim como ferramenta métrica para avaliar o desempenho dos programas de pós-graduação no Brasil. Mais recentemente, o QUALIS passou a ser empregado também pelo CNPq na avaliação do desempenho acadêmico dos pesquisadores brasileiros, tornando-se um elemento central de controle dos rumos da política de produção científica nacional.

Desta forma, constatamos com grande apreensão que o sistema, estabelecido originalmente para avaliar alguns parâmetros de desempenho dos programas nacionais de pós-graduação,  transformou-se nestes últimos anos em uma ferramenta convenientemente empregada pelos órgãos de fomento à ciência e tecnologia do país para a avaliação tanto das revistas científicas nacionais como também do desempenho dos pesquisadores brasileiros e dos seus projetos de pesquisa.

A implementação de uma política transparente e eficiente de avaliação da produção científica nacional representa um objetivo comum da comunidade científica, endossado pelos 78 signatários deste manifesto. Entretanto, entendemos que este objetivo só pode ser alcançado de forma eficiente através de uma análise criteriosa dos múltiplos fatores envolvidos na produção de conhecimento e com base em consulta ampla e aberta aos pesquisadores ou a seus legítimos representantes. Somente assim poderemos avaliar adequadamente a qualidade e a contribuição efetiva de cada periódico à ciência do país.

Cabe salientar que o recente e tão alardeado aumento da produção científica nacional foi fruto direto da inclusão de um número significativo de revistas nacionais nas bases de dados gerenciadas no exterior  e não exatamente de um aumento linear de artigos publicados em revistas internacionais. A extinção de muitas revistas brasileiras, através do gargalo orçamentário produzido pelo QUALIS, representaria desta forma um fator sério de ameaça da inserção da produção científica nacional no âmbito internacional. Neste sentido, verificamos que o edital conjunto de fomento às revistas científicas oferecido anualmente pelo CNPq e pela CAPES assim como o programa SciELO, implantado pela BIREME e financiado pela FAPESP, têm atuado efetivamente na inserção internacional da nossa produção científica nacional ao estimular a visibilidade e competitividade das revistas nacionais.

Em flagrante contraponto com a sua própria política de incentivo às publicações brasileiras, o sistema QUALIS da CAPES promove um processo gradual de desagregação do nosso conjunto de revistas de qualidade das áreas de Zoologia e Botânica, que deverá restringir a curto prazo os meios de comunicação da comunidade científica nacional. Vale aqui exemplificar. Embora sejamos o país líder mundial em biodiversidade, a imensa maioria das revistas nacionais que veicula descrições de espécies novas da nossa biota está classificada como B4 e B5, os níveis mais baixos de qualidade do QUALIS, e nenhum de nossos periódicos internacionais que veiculam artigos da mesma natureza ocupam lugar de destaque no sistema de avaliação da agência. Isto significa que, para a CAPES, o trabalho destes cientistas não representa uma contribuição importante para a ciência do país, apesar desta atividade ser considerada da maior urgência e relevância por inúmeros organismos internacionais.

Na nossa opinião, o erro está no uso pelo QUALIS de uma sistemática de avaliação simplista e altamente falível por se pautar em um único parâmetro métrico, o do fator de impacto (FI) calculado pela empresa Thomson-Reuters, índice este cada vez mais questionado no âmbito internacional (Ewing, 2006; Milman, 2006; JCQAR, 2008). Os motivos que levaram à escolha do FI como único parâmetro de avaliação ainda não são claros já que esta questão foi pouco discutida no âmbito da comunidade científica. Após 11 anos da implantação do sistema, não parece haver tampouco uma preocupação em melhorá-lo com a implantação gradual de novos parâmetros de avaliação que minimizem os efeitos mais nefastos de um sistema polarizado no FI. Os sérios desvios acarretados por este sistema já foram observados para a área de Química no Brasil, onde há uma grande disparidade na visibilidade das inovações de cada disciplina (Andrade & Galembeck, 2009).  Esta mesma especificidade é observada nas áreas de Botânica e Zoologia, onde uma revista especializada na publicação de artigos taxonômicos dificilmente atingirá o FI de uma revista focada na apresentação de resultados moleculares. Entretanto, isto não significa que uma disciplina seja mais relevante ou produza artigos de maior qualidade que a outra. Os critérios que regem disciplinas importantes, como a da taxonomia que se encarrega de descrever a biodiversidade mundial, já foram identificados (Krell, 2002) e poderiam ser adequadamente considerados dentro de sistemas de avaliação com critérios múltiplos.

Entretanto, a CAPES tem demonstrado grande resistência em fomentar uma discussão ampla sobre mecanismos alternativos de avaliação que levem em consideração as especificidades das áreas de Botânica e Zoologia. Esta constatação fica evidente na carta elaborada pelos coordenadores da área de Ciências Biológicas I para responder ao documento enviado por nós ao presidente da CAPES.  Não houve manifestação da presidência do órgão, mesmo tendo a carta original sido a ela dirigida. A afirmação por parte dos coordenadores de que a nova proposta beneficiou-se de ampla discussão é surpreendente. Não se tem registro de nenhuma consulta feita aos editores de revistas, nem tampouco às sociedades científicas das áreas de Botânica e Zoologia. Também não há registro de um processo de eleição de pares que tenha levado à criação da "Comissão composta por Botânicos, Zoólogos e Geneticistas" à qual se referem na carta. Por outro lado, o documento encaminhado ao presidente da CAPES está assinado por 78 pesquisadores entre coordenadores de cursos de pós-graduação, editores de revistas e presidentes de sociedades, o que sinaliza claramente para a necessidade de mais discussão acerca do novo QUALIS. O argumento de que os coordenadores de pós-graduação tiveram acesso à proposta em Brasília e puderam discuti-la parece também comprometido já que 22 deles assinam o documento.

Lamentamos que nossos argumentos não tenham sido considerados nesta resposta dos coordenadores, que concentraram-se apenas na defesa veemente dos critérios vigentes e impostos pelo grupo que decidiu implantar o novo QUALIS, não acrescentando nada de novo à discussão. O objetivo da nossa iniciativa era o de externar nossa preocupação quanto aos procedimentos do QUALIS, na esperança de abrir um canal de comunicação entre a CAPES e uma parcela significativa da comunidade científica de Botânica e Zoologia, representada pelos signatários do documento. Ao contrário de respostas evasivas, esperamos a apresentação de argumentos e análises que demonstrem que os procedimentos adotados pela CAPES são benéficos para a melhoria da qualidade da ciência feita no Brasil.  Argumentos que indiquem que as medidas adotadas para o incremento da pós-graduação nacional não terão conseqüências nefastas sobre o sistema nacional instalado de divulgação do conhecimento científico.  Por esta razão, reiteramos aqui a necessidade de que haja um esforço por parte da CAPES em estabelecer um diálogo produtivo, inserindo-o dentro do espírito de intercâmbio de idéias e críticas construtivas que sempre norteou nossa comunidade científica.

Resposta a este manifesto deve ser encaminhada ao Dr. Rodney Ramiro Cavichioli, coordenador do Fórum das Sociedades Científicas Brasileiras e presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (email: presidente@sbzoologia.org.br), representando os signatários do documento.

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