CLASSE: GASTROPODA: MARINHO
FAMÍLIA: NASSARIIDAE
ESPÉCIE: Nassarius foveolatus (Dunker, 1847)
Tamanho médio: 15 – 20 mm
Profundidade: entremarés a raso
Habitat: planícies de maré com manguezal, fundos lamosos e arenosos
Alimentação: carnívoro (predador e necrófago)
Frequência: rara no Brasil
Ocorrência no Brasil: PR
Localidade Tipo: não documentada (espécie nativa do Oceano Índico Central e Oriental ao Mar da China Oriental)
Sinônimos: Nassa (Alectrion) planocostata A. Adams, 1852; Nassa foveolata (Dunker, 1847); Nassa labida Reeve, 1854; Nassa planocostata A. Adams, 1852; Nassarius (Zeuxis) foveolatus (Dunker, 1847); Nassarius (Zeuxis) semiplicatoides A.-J. Zhang & Z.-J. You, 2007; Nassarius planocostatus (A. Adams, 1852); Nassarius semiplicatoides A.-J. Zhang & Z.-J. You, 2007
Observação: Espécie exótica — primeiro registro no Brasil, confirmado por morfologia e DNA (código de barras COI). Nativa do Oceano Índico Central e Oriental ao Mar da China Oriental (Maurício, Paquistão, Índia, Mianmar, Tailândia, Singapura, Malásia e China). Os primeiros espécimes (conchas vazias) foram coletados em 11/11/2017 na passarela do Rocio, no Complexo Estuarino de Paranaguá (PR); posteriormente, espécimes vivos foram coletados em outras localidades da baía. A introdução provavelmente ocorreu por água de lastro, já que a localidade é adjacente ao Porto de Paranaguá, um dos maiores do Brasil. A espécie ocorre em simpatria com a nativa Phrontis polygonatus, ocupando o mesmo nicho, o que pode levar ao deslocamento da espécie nativa. Densidades de até 11 indivíduos/m² foram registradas.
Descrição original: Diagnoses Buccinorum quorundam novorum. Zeitschrift für Malakozoologie. 4: 59-64., available online at https://www.biodiversitylibrary.org/page/16292053 page(s): 63
Referência: (primeiro registro no Brasil): Gernet, M. D. V.; Belz, C. E.; Baggio, R. A.; Birckolz, C. J.; Santos, E. D. V.; Simone, L. R. L.; Abbate, D.; Metri, R. (2019). Nassarius foveolatus (Gastropoda, Nassariidae), a new record of an exotic species in Brazil. Papéis Avulsos de Zoologia, 59: e20195955. DOI: 10.11606/1807-0205/2019.59.55. https://revistas.usp.br/paz/article/view/160087/157266
Foto A: Rocio, Complexo Estuarino de Paranaguá, Paraná. 17,2 mm. LEBIO – Laboratório de Ecologia Aplicada e Bioinvasões, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) 577 #2 (Gernet et al., 2019, fig. 2A-B)