CLASSE: CEPHALOPODA: MARINHO
SUPERORDEM: DECAPODIFORMES
FAMÍLIA: LOLIGINIDAE
ESPÉCIE: Sepioteuthis sepioidea (Blainville, 1823)
Tamanho médio: 200 mm
Habitat: uma espécie verdadeiramente tropical que tem distribuição limitada pela distribuição de recifes de coral, principalmente, e pradarias de ervas marinhas (Thalassia testudinum). Consequentemente, fatores como temperatura, salinidade, profundidade da água e turbidez que afetam a distribuição de ervas marinhas e recifes de coral também são fatores limitantes para a lula-de-recife-do-caribe. Ela ocorre em profundidades de 0 a 20 m, principalmente de 3 a 7 m. Como recifes de coral rasos estão ausentes da maior parte do Golfo do México, S. sepioidea também parece estar excluída do Golfo. Ela ocorre em cardumes de 4 a 50 indivíduos de tamanho aproximadamente igual que circulam pelos recifes ou pelas pradarias recifais, ou pelos leitos de ervas marinhas atrás dos recifes
Alimentação: carnívoro
Distribuição: Oceano Atlântico Ocidental Tropical desde Cabo Canaveral, Flórida, Bermudas e as Ilhas Bahamas, Florida Keys, através das Ilhas do Caribe Campeche, Yucatán e Venezuela até o Brasil
Ocorrência no Brasil: Bahia, Rio de Janeiro
Localidade Tipo: Martinique, Caribbean Sea, tropical western Atlantic Ocean
Nome original: Loligo sepioidea Blainville, 1823
Sinônimos: Loligo sepiacea Blainville, 1824; Loligo sepioidea Blainville, 1823; Sepia affinis A. d’Orbigny, 1826; Sepia officinalis jurujubai H. P. Oliveira, 1940; Sepioteuthis biangulata Rang, 1837; Sepioteuthis blainvilliana A. d’Orbigny, 1826; Sepioteuthis ehrhardti Pfeffer, 1884; Sepioteuthis occidentalis G. C. Robson, 1926; Sepioteuthis ovata Gabb, 1868; Sepioteuthis sepiacea Blainville, 1824; Sepioteuthis sloanii J. E. Gray, 1849
Fotos: (1) FAO Species Catalogue for Fishery Purposes n.4, vol. 2

Figura: Haimovici, et al. 2025: Espécies da família Loliginidae do Brasil
Fontes:
Descrição original: (como Loligo sepioidea Blainville, 1823) Blainville, H. M. D. de. (1823). Mémoire sur les espèces du genre calmar (Loligo Lamarck). Journal de Physique, de Chimie, d’Histoire naturelle et des Arts. 96: 116-135., disponível online em https://www.biodiversitylibrary.org/page/6176264
Jereb, P., Vecchione, M. & Roper, C.F.E. (2010). Family Loliginidae. In P. Jereb & C.F.E. Roper, eds. Cephalopods of the world. An annotated and illustrated catalogue of species known to date. Volume 2. Myopsid and Oegopsid Squids. FAO Species Catalogue for Fishery Purposes. No. 4, Vol. 2. Rome, FAO. pp. 38-117., available online at http://www.fao.org/docrep/014/i1920e/i1920e.pdf
página(s): 91
Haimovici, Manuel & Aguiar dos Santos, Roberta & Gomes Fischer, Luciano & Vargas, Mario & Leite, Tatiana. (2025). An annotated and illustrated list of Cephalopoda (Mollusca) recorded from Brazilian waters, with an identification key to species. Marine and Fishery Sciences (MAFIS). 38
Haimovici M, Perez JAA, Costa PAS (1989) A review of cephalopods ocurring in the waters of Rio de Janeiro state, Brazil with first record of four species. Revista Brasileira de Biologia 49(2): 503-510
Haimovici M, Costa PAS, Santos RA, Martins AS, Olavo G (2007) Composição de espécies, distribuição e abundância de cefalópodes do talude da região central do Brasil, p.109-132. In: Costa PAS, Olavo G, Martins AS (Ed.) Biodiversidade da fauna marinha profunda na costa central brasileira. Rio de Janeiro, Museu Nacional, Série Livros n.24
Haimovici M, Santos, RA, Fischer LG (2009) Class Cephalopoda, p. 610-649. In: Rios EC (Ed.) Compendium of Brazilian Sea Shells. Rio Grande, RS, Evangraf
Molluscabase: https://molluscabase.org/aphia.php?p=taxdetails&id=342241