Littoridina davisi  (M. C. P. Silva & Thomé, 1985)

CLASSE: GASTROPODA: ÁGUA DOCE

FAMÍLIA: COCHLIOPIDAE

ESPÉCIE: Littoridina davisi (M. C. P. Silva & Thomé, 1985)

Tamanho médio: 5 – 6 mm

Habitat:  em curso de água doce, no fundo lodoso, sob as folhas

Ocorrência: Brasil (Rio Grande do Sul)

Localidade tipo: Vila Elsa, Rio Guaíba, Guaíba, Rio Grande do Sul

Nome original: Heleobia davisi M. C. P. Silva & Thomé, 1985

Comentários: Janine Oliveira Arruda (Museu de Ciências Naturais do Rio Grande do Sul) forneceu gentilmente a foto do material tipo e destacou (comunicação pessoal, vi.2026) que alguns autores questionam a classificação da espécie como Littoridina davisi (M. C. P. Silva & Thomé, 1985) e sugeriu a leitura da Tese de Doutorado de Isabela Cristina Brito Gonçalves (2020):

Gonçalves (2020), em sua tese, destaca que “essa classificação só foi modificada após o trabalho de Davis et al. (1982), que compararam a espécie-tipo do gênero Littoridina, L. gaudichaudi, atualmente extinta segundo Bouchet (1996), com outras espécies da América do Sul e do Norte. Utilizando comparações anatômicas, ficou claro para Davis et al. (1982) que as espécies da América do Sul não pertenciam ao gênero Littoridina, mas a Heleobia. Os autores confirmaram a proposta de Stimpson (1865), aceitando o gênero Heleobia, cuja espécie-tipo por designação original é Paludestrina culminea d’Orbigny, 1840 sinônima de Heleobia andicola culminea. “

“(…) Alguns autores não concordaram com as conclusões de Davis et al. (1982) e utilizaram o gênero Littoridina em seus trabalhos (Aguirre & Farinati, 2000; Aguieer & Urrutia, 2002; Aguirre et al., 2002; Simone, 2006; Zarges, 2006). Aguirre e Farinati (2000) justificaram a permanência do nome Littoridina no lugar de Heleobia, devido aos critérios propostos para a mudança do gênero não serem suficientemente sólidos. Entretanto, a proposta de Davis et al. (1982) é amplamente aceita na literatura, assim como outros trabalhos importantes para a sistemática e taxonomia do grupo, tais como Hershler; Thompson (1992), Silva (2003) e Cazzaniga (2011). “

“A partir do exposto, devemos ressaltar a configuração da análise molecular, em que foi incluído no Clado A, Heleobia davisi e Heleobia piscium, distinto do Clado B, onde estão inseridas todas as outras espécies de Heleobia utilizadas neste trabalho, incluindo Heleobia culminea, a espécie-tipo do gênero. Isso levanta dúvidas quanto à permanência de Heleobia davisi e Heleobia piscium no gênero Heleobia, pois a alta divergência genética entre os dois clados (aproximadamente 13%), poderia justificar a alocação em um gênero diferente, somado a características morfológicas, como presença de mais de um dentículo basal no dente raquidiano, no que difere da diagnose de Heleobia. ” página 100

 

Fotos: (1) cortesia Janine Oliveira Arruda: Museu de Ciências Naturais da FZB, Setor de Malacologia, coleção Prof. J. W. Thomé: HOLOTYPE MCNZ 7816, “rio” Guaiba, Vila Elsa, município de Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil, leg. M.C. Pons da Silva & M.C. Pinheiro, 24.v.1982, crédito fotos: Mariano Pairet

 

 

Fontes:

 

Descrição original: (como Heleobia davisi M. C. P. Silva & Thomé, 1985) Silva M.C.P. & Thomé J.W. (1985). Uma nova Heleobia (Prosobranchia: Hydrobiidae) de “rio” Guaiba, Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Biologia. 45: 515-534

 

Gonçalves, Isabela Cristina Brito (2020). Sistemática e taxonomia do gênero Heleobia Stimpson, 1865 (Caenogastropoda, Truncatelloidea) no estado do Rio de Janeiro. Tese (Doutorado em Ecologia e Evolução). Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

 

Pereira, Daniel & Arruda, Janine & Menegat, Rualdo & Porto, Maria & Schwarzbold, Albano & Hartz, Sandra. (2011). Guildas tróficas, composição e distribuição de espécies de moluscos límnicos no gradiente fluvial de um riacho subtropical brasileiro doi:10.5007/2175-7925.2011v24n1p21. Biotemas. 24. 10.5007/2175-7925.2011v24n1p21.

 

Simone, L. R. L. (2006). Land and Freshwater Molluscs of Brazil. Editora Gráfica Bernardi, FAPESP. São Paulo, 390 pp.
página(s): 90

 

Thiengo, S. C.; Fernandez, M. A.; Boaventura, M. F.; Grault, C. E.; Silva, H. F.; Mattos, A. C.; Santos, S. B. (2001). Freshwater snails and Schistosomiasis mansoni in the State of Rio de Janeiro, Brazil: I – metropolitan mesoregion. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 96(suppl): 177-184., disponível online em https://doi.org/10.1590/s0074-02762001000900028
página(s): 178

 

MolluscaBase: https://molluscabase.org/aphia.php?p=taxdetails&id=1644113

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Legenda

Árvore

Vive em árvores e arbustos

Pedra

Vive sob ou sobre pedras

Coral

Vive em corais ou recifes

Algas

Vive em algas marinhas

Cascalho

Vivem em fundos de cascalho de coral, pedra ou conchas

Terra

Vive no solo. Sob folhas ou enterada parte do tempo

Areia

Vive em fundos arenosos, enterrada ou sob ele.

Plantônico

Animais que nadam ou vivem livremente

Associado

Presos a certos animais ou parasitando

Lodo

Vive em fundos lodosos

Plantas aquáticas

Vive em plantas de água doce

Desconhecido

Seu habitat é desconhecido

Herbívoro

Alimenta-se de plantas e algas

Carnívoro

Alimenta-se de outros animais

Onívoro

Alimenta-se de qualquer fonte

Necrófago

Alimenta-se de animais mortos

Desconhecido

Seu hábito alimentar é desconhecido

Abundante

Comum

Incomum

Raro

Ultra raro